luiz

 

 

 

 

 

 

 

O FRACASSADO PESCADOR


 

Com a vida totalmente dedicada à divulgação doutrinária e à caridade, alguns amigos, pensando em distraí-lo, resolveram convidá-lo para uma pescaria. O convite, a princípio foi educadamente rejeitado, mas devido à insistência, não podendo mais sustentar a recusa por não querer magoá-los, acabou por aceitá-lo.


Em uma bela manhã, lá foi Chico demonstrar suas ocultas qualidades de grande pescador. Acocorado no barranco do rio, ao lado dos amigos que já faziam grande sucesso pelo número de peixes fisgados, depois de muitas horas sem ter pegado um lambari sequer, o fato começou a despertar curiosidade, pois os peixes passavam rente à sua vara e nenhum mordia a isca; era um fenômeno estranho!


Os amigos, não suportando mais aquela esquisita situação, resolveram interpelá-lo. Ele, por sua vez, satisfazendo a curiosidade geral, disse-lhes que aceitara o convite e por isso ali estava, mas não tinha colocado isca no anzol porque não pretendia incomodar os peixinhos... 

 

 

Extraído do livro:

Nosso Amigo Chico Xavier – 50 Anos de Mediunidade

Autor: Luciano Napoleão da Costa e Silva

 

 

 

 


 

 

 

 

O PIANISTA

 

Chico era admirador de músicas, não somente clássicas como Chopin, Bethovem e outros, mas também das populares como do Poeta da Vila, Noel Rosa.


Sempre teve grande vontade de aprender a tocar algum instrumento, dando preferência ao piano, com o qual “se afinava mais”.


Não se sabe de onde partiu o boato de que ele terminaria seus dias, cego, recebendo então, mediunicamente, músicas de famosos compositores. Ao saberem disto, dois jovens dirigentes de uma firma do Paraná, entusiasmados, e quem sabe já pensando que ele estava no fim da vida, enviaram-lhe de presente um bonito piano. Ao recebê-lo, Chico transbordava de alegria; mais parecia uma criança recebendo presente de Papai Noel.


Imediatamente, providenciou uma professora para as primeiras aulas, mas... Sua alegria durou pouco. Emmanuel surge, e com diálogo amoroso perguntou-lhe se teria tempo de aprender piano, quando havia tanta gente que o aguardava, necessitando de sua ajuda espiritual. Além do mais, havia a programação para a feitura de vasta obra a ser psicografada o que, concluiu, era bem mais importante.

Raciocinando, só lhe restou fechar o belo piano. E assim perdeu o Brasil um futuro pianista daqui ou do Além...
 

 

Extraído do livro:

Nosso Amigo Chico Xavier – 50 Anos de Mediunidade

Autor: Luciano Napoleão da Costa e Silva

 

 


 

 

 

 

 

SUA PRISÃO COMO ASSALTANTE

 

Na cidade de Curvelo (MG) realizava-se uma Exposição Estadual sobre todas as riquezas minerais, vegetais e animais do Estado. Representando a cidade de Pedro Leopoldo, para lá seguiu o Dr. Rômulo Joviano, da Fazenda Modelo, fazendo-se acompanhar de Chico Xavier. Este, ao chegar, pretendendo fazer uma prece em local silencioso, longe do burburinho da cidade, ao avistar ao longe o Cruzeiro da Igreja de São Geraldo, para lá se dirigiu a pé.


Local tranquilo e belo, na fralda de um morro, sentou-se em um banco, observou a cidade e começou a orar. Finda a prece, pensou em regressar ao centro, quando eis que surge à sua frente dois soldados do batalhão local e, sem dizerem uma só palavra, deram-lhe voz de prisão. De nada adiantou explicar que se encontrava orando. Os soldados se entreolharam e disseram: é ele mesmo!


Nada compreendendo, interpelou-os sobre o suposto crime cometido. Rispidamente, ambos disseram ser ele o homem procurado pelo assalto cometido na residência do Sr. Ibrain... E sem mais nem outra, levaram-no para a delegacia; quis reagir educadamente, quando Emmanuel lhe apareceu, dizendo:


-“Aceite tudo por amor a Jesus. E, enquanto o prendem, receberão auxilio espiritual para apurarem a verdade e evitarem maior mal... Testemunhe sua crença”.


Chegou bem a tempo esta orientação, pois Chico já estava para dar uma de mineiro: dá um boi para não brigar, mas, quando dentro da briga, dá uma boiada para não sair dela!


Chegando à delegacia, lá encontrou seu amigo e chefe Dr. Rômulo Joviano que, percebendo a sua ausência, estava dando queixa de seu desaparecimento... Esclarecidos os fatos, após as desculpas de praxe, o “maior mal” foi evitado. Na verdade não ocorrera nenhum assalto. Não fosse, porém o mal entendido quem sabe alguém pagaria pelo não ocorrido, caso Chico não tivesse servido de “bode expiatório” do pseudo assalto.

 

 

Extraído do livro:

Nosso Amigo Chico Xavier – 50 Anos de Mediunidade

Autor: Luciano Napoleão da Costa e Silva

 


 

 

 

 

O FLAGRANTE QUE NÃO HOUVE

 


Quando do processo que lhe movia a família de Humberto de Campos estava no auge dos debates, ele sofreu todas as tentativas e pressões imagináveis, de inimigos da doutrina, que passaram a vigiar o seu comportamento, a fim de apanhá-lo em flagrante na menor infração possível, quer no que dizia respeito à sua mediunidade, quer em sua vida particular. Suas palavras eram analisadas cautelosamente. A Doutrina, sua mediunidade e sua pretensa prisão, estavam em jogo. O clero também o pressionava. Nunca se viu tanto “agente da CIA” em Pedro Leopoldo, que foi transformada num “Mini-Watergate”.

 

Uma tarde, estando em sua humilde residência, bateu-lhe a porta um senhor idoso, pedindo uma receita para um parente que estava muito mal. Este senhor lhe implorava a caridade de atendê-lo. Era uma pessoa desconhecida na cidade. Atendendo-o, anotou seu nome, idade e a residência do enfermo, dizendo ao idoso senhor para aguardar uns minutos, que ia ver o que poderia fazer. Indo para o seu quarto e concentrando-se, eis que surge Emmanuel e lhe diz:

 

-“Cuidado Chico com os pedidos de receitas e as aparências dos que lhe batem à porta. Escreva: este doente não precisa mais de remédios, mas de preces, pois já é um desencarnado...”


Um tanto confuso, procura o portador e entrega-lhe a receita. O idoso senhor, tão logo a recebeu, avidamente abriu e leu. Para maior espanto de Chico, saiu correndo, apavorado, ao encontro de outros amigos que o aguardavam, ansiosos, na esquina mais próxima. Estes, ao lerem a mensagem, fizeram o mesmo.


 

Eram pessoas que haviam preparado uma armadilha para incriminá-lo de exercer ilegalmente a medicina. Pretendia anexar a receita no rumoroso processo de Humberto de Campos.


 

Nem sempre os incrédulos são beneficiados com tamanha prova. É, às vezes, uma forma de beneficiar, deixá-los em dúvida. No entanto, estes receberam seu quinhão de oportunidade para crer e, temos certeza absoluta que não esquecerão o fato. Afinal, “foram buscar lã e saíram tosquiados...”

 

 

Extraído do livro:

Nosso Amigo Chico Xavier – 50 Anos de Mediunidade

Autor: Luciano Napoleão da Costa e Silva

 

 

 


 

 

 

 

O PASTICHEIRO

 


Várias vezes Chico foi acusado de fazer “pastiche”, ou seja, “obra literária ou artística imitada servilmente de outra”.


Nos livros e mensagens recebidas da espiritualidade, ditados por centenas de poetas e escritores famosos, o estilo tem apresentado tal exatidão com os autores, quando vivos, que as dúvidas aos poucos foram se dissipando. Os maiores críticos literários da atualidade acharam por bem, depois de várias tentativas esclarecedoras, não discutirem mais o fenômeno. Ele existe, já está comprovado, e a causa, segundo críticos e cientistas, ainda continua no terreno das hipóteses. 


Fazer pastiche, imitar o estilo dos poetas e prosadores, ou como diria Paul Reboux “Ã La manière de...”, exige cultura e um estudo apuradíssimo do autor que se deseja pastichar, o que jamais poderia ocorrer com Chico, homem de curso apenas primário.


Diz o acadêmico Raymundo de Magalhães Junior que seriam necessários 60 dias e noites de leitura, somente sobre Euclides da Cunha, para escrever em seu estilo; o mesmo acontecendo com Machado de Assis, Castro Alves, etc..., como também se faria necessária inteligência, um bom fundo de cultura, lógica na escolha dos assuntos, etc.


Baseado no que diz essa autoridade, fizemos o seguinte cálculo, a título de curiosidade: tomando como exemplo o livro “Parnaso de Além-Túmulo” com poesias de 56 poetas diferentes, psicografadas quando Chico Xavier tinha apenas 21 anos de idade, seriam necessários 9 anos de estudos incessantes, noite e dia, sobre esses 56 poetas; portanto, a feitura da obra deveria ter sido iniciada quando tinha 12 anos. Qual criança poderia reter um estudo tão especializado?
Analogamente, para pastichar o estilo de 600 autores já psicografados, precisaria de quase 100 anos de leitura corrida! Pela lógica, somente a existência de espíritos é capaz de explicar estas comunicações, em nada adiantando as explicações, teóricas, de captações inconscientes.

 

Extraído do livro:

Nosso Amigo Chico Xavier – 50 Anos de Mediunidade

Autor: Luciano Napoleão da Costa e Silva

 

 

 


 

ANDRÉ LUIZ SEU IRMÃO, ANDRÉ LUIZ O ESPÍRITO


André Luiz é o único irmão vivo de Chico Xavier. Privamo-nos de sua amizade, e ainda lembramos a desconfiança que demonstrou como bom mineiro que é nos primeiros contatos. Aos poucos, sabedor de nossos propósitos, notamos quão bom papo, delicado e prestativo, é. Muito simples, humilde e tímido, soubemos pelo diretor da firma em que trabalha, (uma livraria Espírita no Centro de São Paulo) ser exemplar e honesto funcionário.
Médium receitista como o irmão, com quem trabalhou na parte mediúnica durante muitos anos, hoje divide suas tarefas com Da. Edith, sua esposa, na educação do casal de filhos e direção do lar. Durante o dia e parte da noite trabalha na livraria, mas, continua psicografando receitas aos muitos necessitados que lhe pedem ajuda.
Intrigados com a coincidência de seu nome com o do mentor espiritual André Luiz, começamos a pesquisar findando por descobrir o porquê dos homônimos, fato que a maioria dos espíritas desconhece. Eis o que houve:
Chico e ele ocupavam o mesmo quarto na casa em que viviam. Uma noite, quando já deitados, um espírito materializou-se bem à frente de Chico, espírito de grande luminosidade. Travaram pequeno diálogo e ao terminar, perguntou o nome do amigo espiritual. Não obtendo resposta, insistindo com docilidade, ouviu:
- “Por que interessa saber o meu nome?”
Perguntando novamente, seu pedido foi atendido.
- “Bem, já que você insiste em saber meu nome, vamos dá-lo; o mesmo de seu irmão que se encontra deitado a seu lado.”

 

Em vista da resposta, Chico nada mais perguntou, ficando emudecido, e assim se manteve até que novamente o espírito, que pretendia ser chamado de André Luiz, disse-lhe mais essas palavras:
- “Prepare-se para o lançamento de novos livros”. E despediu-se.
Este fato ocorreu em 1939. Quatro anos depois, através da psicografia de Chico Xavier, surge o primeiro livro ditado pelo espírito André Luiz, “Nosso Lar”. Por curiosidade, até o presente momento é o livro psicografado de maior vendagem em todo mundo, já editado em espanhol, esperanto e japonês, e com perspectivas de ser editado também em inglês.

 

Extraído do livro:

Nosso Amigo Chico Xavier – 50 Anos de Mediunidade

Autor: Luciano Napoleão da Costa e Silva

 

 


 

 

 

 

 

O CACHORRO OBSESSOR

 

Ao voltar, certa vez, do centro para sua casa nos fundos da casa de Luiza, levou um tremendo susto:

Um cachorrão, ao que parece um Doberman preto, pulou-lhe no peito e, com as patas em cima dele, assim permaneceu.

Assustado, pensou que a morte acabara de chegar. Gelado e sem cor, imóvel e sem ter a quem recorrer, já que eram 3 horas da madrugada, só teve um pensamento: dialogar com o cachorrão.

“Irmão, se você estiver com fome, tenho carne na geladeira de minha irmã. Vamos para casa, não me machuque porque eu tenho, ainda, uma missão a cumprir.”

Como que ouvindo os seus apelos, o cachorrão tirou-lhe as patas do peito, e seguiu-o, arrastando uma corrente grossa que pendia da coleira.

Chegando à casa da irmã, foi direto à geladeira, mas, ao ouvir aquele barulho na copa, aquele arrastar de corrente, Luiza de seu quarto perguntou alto:

- Chico, é você? Que barulho é este de corrente arrastando por ai?

Ele tranquilamente respondeu:

- Luiza, não se preocupe. É um obsessor que me acompanhou e está acorrentado. Fique calma, estou a doutriná-lo.

Após dar 2 quilos de carne, disse ao cão:

- Agora vá embora irmão, preciso dormir. Deixe-me em paz! Obediente, o cachorro saiu porta a fora, e ele num desabafo exclamou:

- Vá com Deus querido irmão, você me deu tantos anos de vida...!

No cardápio do almoço do dia seguinte, foi abolida aquela bela e suculenta posta de carne, que servira para “doutrinar” o temível obsessor.

 

 

Extraído do livro:

Nosso Amigo Chico Xavier – 50 Anos de Mediunidade

Autor: Luciano Napoleão da Costa e Silva

 

 

 


 

A FEDERAÇÃO NEGA-SE PUBLICAR SEUS LIVROS

 

 

É sabido, e consta em vários artigos publicados em jornais e livros escritos por espíritas ou não, que a Federação Espírita Brasileira, após o “Parnaso de Além-Túmulo”, negou-se a editar os livros de Chico.


A verdade que encontramos foi a seguinte: editado o “Parnaso” em 1932, somente em 1937 a FEB volta a editar outro de seus livros, “Crônicas de Além-Túmulo”,pelo espírito de Humberto de Campos. O primeiro causou grandes celeumas nos meios literários. O segundo provocou sérios problemas pelo processo movido contra a obra e Chico, pela família de Humberto de Campos, fato que teve grande repercussão.


 

A FEB, Casa Mater do Espiritismo no Brasil, sempre foi regida e cuidadosa no que concerne a Doutrina, e seus diretores da época, tiveram dificuldades em se orientar na divulgação das primeiras obras psicografadas pelo médium. Posteriormente retificaram esta atitude e são, até hoje, os detentores dos direitos autorais de 84 obras, com centenas de edições, que já ultrapassam dois milhões de exemplares, aumentando anualmente a edição de cada obra. Dentre estas obras estão os livros espíritas psicografados mais vendidos em todo o mundo: “Nosso Lar”, “Agenda Cristã”, “Há dois mil anos”, “Paulo e Estevão” e outros.

 

 

Extraído do livro:

Nosso Amigo Chico Xavier – 50 Anos de Mediunidade

Autor: Luciano Napoleão da Costa e Silva

 

 


 

 

 

 

 

DOIS ESPÍRITOS TENTAM ASSASSINÁ-LO

 

Estava ele certa vez com um colega de trabalho, exercendo sua função de escriturário em sala de uma das fazendas do Ministério da Agricultura, em Pedro Leopoldo, quando inexplicavelmente, em segundos, tornou-se pálido tendo um princípio de desfalecimento, após contrair-se rapidamente como que sentindo forte dor no ombro. Seu colega, ao vê-lo naquele estado, imediatamente saiu correndo a procura da ajuda de outros colegas e de um médico para socorrê-lo, mas, todo auxílio foi em vão; como acontecera se recuperara sozinho. Passado o susto, relatou aos amigos que dois espíritos, há vários dias, estavam-no admoestando e ameaçando sua integridade física. Naquele dia apareceram de supetão e um deles ao vê-lo, sem dizer uma só palavra, puxou um revólver; disse-lhe então uns poucos e bons desaforos e puxou o gatilho. Ao ouvir o estampido, ele, como todo ser humano, pelo instinto de conservação pulou rapidinho para o lado, mas não o suficiente para impedir que a “bala” o acertasse de raspão no ombro... Apesar de seus colegas afluírem ao local, nada viram; ele, no entanto, ficou oito dias com o ombro dolorido.

 

Não perdendo o seu humor, lembra o fato com largos sorrisos e comenta que ao invés de chamarem um médico, na confusão reinante, acabaram chamando o... Veterinário.

 

 

Extraído do livro:

Nosso Amigo Chico Xavier – 50 Anos de Mediunidade

Autor: Luciano Napoleão da Costa e Silva

 

 


 

 

CHICO XAVIER E ISABEL DE ARAGÃO, A RAINHA SANTA DE PORTUGAL

 

Quando Chico Xavier tinha 17 anos de idade, ele estava em seu quarto, à noite, orando, de joelhos ao pé da cama. Viu seu quarto iluminar-se e uma senhora, de admirável presença, dirigiu-se a ele falando em castelhano. Mesmo ignorando esse idioma, entendeu perfeitamente o que ela dizia:

- Francisco, em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo, venho solicitar o seu auxílio em favor dos pobres, nossos irmãos.

Emocionado e em lágrimas, Chico lhe perguntou:

- Senhora, quem sois?

Ela lhe respondeu:

- Você não se lembra agora de mim; no entanto, sou Isabel, Isabel de Aragão.

Chico não conhecia nenhuma senhora com esse nome e estranhou o que ela lhe dizia; no entanto, uma força o continha, calando qualquer comentário. Perguntou então:

- Senhora, sou pobre e nada tenho para dar. Que auxílio poderei prestar aos mais pobres do que eu mesmo?

Ela esclareceu com doçura:

- Você nos auxiliará a repartir pães com os necessitados.

E Chico argumentou com pesar:

- Senhora, quase sempre, não tenho pão para mim. Como poderei repartir pães com os outros?

A senhora sorriu e esclareceu:

- Chegará o tempo em que você disporá de recursos. Você vai escrever para as nossas gentes peninsulares e, trabalhando por Jesus, não poderá receber vantagem material alguma pelas páginas que produzir, mas vamos providenciar para que os Mensageiros do Bem lhe tragam recursos para iniciar a tarefa. Confiemos na bondade do Senhor.

Chico passou as duas semanas seguintes sem entender o significado de “gentes peninsulares” e sem saber quem teria sido Isabel de Aragão. Uma noite, após suas preces, surge-lhe um Espírito que se identificou como Fernão Mendes, dizendo que havia sido no século XIV, confessor de Isabel, a Rainha Santa de Portugal (1270-1336). Explicou-lhe o significado de “gentes peninsulares”, como sendo os habitantes da península europeia; também lhe disse que, por recomendação dela, não lhe faltariam recursos para a distribuição de pães aos necessitados.

No primeiro sábado após essa ocorrência, Chico e sua irmã Luíza foram até uma ponte onde se refugiavam alguns indigentes. Levavam para eles um cesto com apenas oito pães que repartiram entre todos. Foi assim que ele iniciou essa tarefa em Pedro Leopoldo-MG, que durou de 1927 a1958. Em janeiro de 1959 Chico mudou-se para Uberaba. Sua casa ficava vizinha de três núcleos de favelas. A distribuição de pães foi novamente retomada, atendendo àquelas comunidades carentes, todos os sábados, chegando a distribuir em torno de 1.500 pães por semana.

 

Extraído do Livro: 
Chico Xavier e Isabel, a Rainha Santa de Portugal – autor: Eduardo C. Monteiro
Médium: Valter Turini
Espírito: Monsenhor Eusébio Sintra

 

 


 

 

 

 

O DATILÓGRAFO DO OUTRO MUNDO

 

Pretendendo conseguir um emprego melhor, Chico candidatou-se a uma das vagas de datilografo no DASP, a fim de passar a funcionário público de melhor salário, antes de seu ingresso no quadro definitivo de funcionários do Ministério da Agricultura.


Convocado, fez as primeiras provas escritas, resultando em fracasso geral. Tendo os examinadores, permitido, tentou o exame escrito concernente a questões sobre geografia, história, matemática, etc. Novo fracasso.


Ao se retirar cabisbaixo, alguns dos presentes cochicharam, ao ouvido dos examinadores, ser ele o famoso médium, autor de obras de grande erudição, versando sobre ciências, história, filosofia, onde demonstrava um perfeito domínio de nosso vernáculo. Chamado e interpelado sobre o fracasso de suas provas, ele humildemente respondeu que tudo o que já fizera era obra dos espíritos. Dava assim mais uma demonstração de sua sinceridade e honestidade e mais uma prova concreta da existência das comunicações do além.


Com suas palavras deixou boquiabertos todos que estavam presenciando o diálogo. Reprovado, retorna triste à sua cidade.


Na mesma noite teve um sonho curioso: viu-se diante de uma grande casa em cuja fachada havia uma placa indicando o nome do local: DASP! Surpreso, olhando para Emmanuel que estava ao seu lado, perguntou-lhe o significado daquela sigla, já que coincidia com aquela do local onde fizera o exame.


Emmanuel respondeu-lhe que, na terra, ele havia feito um concurso no DASP – Departamento Administrativo dos Serviços Públicos – e, a diferença deste outro DASP, apesar das siglas serem iguais, é que este significava – Departamento Administrativo dos Serviços do PAI – e, acrescentou:


- Naquele você não conseguiu ser datilógrafo. Neste você o é.

Acordou sorrindo.

 

Extraído do livro:
Nosso Amigo Chico Xavier – 50 Anos de Mediunidade
Autor: Luciano Napoleão da Costa e Silva

 

 


 

 

 

 

 

 

EMMANUEL / PADRE MANUEL DA NÓBREGA

 

No dia 12 de janeiro DE 1949, em sessão efetuada em Pedro Leopoldo (MG), Emmanuel revelou, através da psicografia de Chico Xavier, ter sido o Padre Manuel da Nóbrega. Eis a mensagem:

 

“O trabalho de cristianização, irradiado sob novos aspectos do Brasil, não é novidade para nós.

 

Eu havia abandonado o corpo físico em dolorosos compromissos no século XV, na Península, onde nos devotávamos ao “crê ou morre”, quando compreendi a grandeza do País que nos acolhe agora. Tinha meu espírito entediado, de mandar e querer, sem o Cristo. As experiências de dinheiro e da autoridade me haviam deixado à alma em profunda exaustão. Quinze séculos havia decorrido sem que eu pudesse imolar-me por amor do Cordeiro Divino, como fizera, um dia, em Roma, a companheira do coração. (*)

 

Vi a floresta a perder-se de vista e o patrimônio extenso entregue ao desperdício, exigindo o retorno à humanidade civilizada e, entendendo as dificuldades do silvícola relegado à própria sorte, nos azares e aventuras da terra dadivosa que parecia sem fim, aceitei a sotaina, de novo, e por Padre Nóbrega conheci de perto as angústias dos simples e as aflições dos degredados. Intentava o sacrifício pessoal para esquecer o fastígio mundano e o desencanto de mim mesmo, todavia, quis o Senhor que, desde então o serviço ao Brasil não me saísse do coração.

 

A tarefa evangelizadora continua. A permuta de nomes não importa. Cremos no Reino Divino e pugnamos pela ordem cristã. Desde que reconheçamos a governança e a tutela de Cristo, o nome de quem ensina ou de quem faz não altera o programa.

 

Vale, acima de tudo, a execução...”

 

(*) Refere-se à Lívia, esposa de Públius Lentulus.

 

Extraído do livro:
Nosso Amigo Chico Xavier – 50 Anos de Mediunidade
Autor: Luciano Napoleão da Costa e Silva

 

 

 


 

 

 

 

 

EMMANUEL / NESTÓRIO

 

No livro “50 anos depois”, seu segundo romance, encontramos trechos de sua autobiografia, agora como escravo Nestório. No prefácio também assinado por ele, consta:

“Cinquenta anos depois das ruínas fumegantes de Pompéia, nas quais o impiedoso senador Públius Lentulus se desprendia novamente do mundo, para aferir o valor de suas dolorosas experiências terrestres, vamos encontrá-lo, nestas páginas, sob a veste humilde dos escravos, que o seu orgulhoso coração havia espezinhado outrora”.

 

Reencarnou na pessoa de um grego de grande cultura, chamado Nestório, que fora feito escravo pelos romanos e comprado por uma família nobre de Roma, que o aproveitou como professor.

 

Nestório era cristão desde a juventude e, foi um dos assistentes das pregações evangélicas do apóstolo João Evangelista, em Efeso. Frequentava as reuniões nas catacumbas e, certa noite, na ausência do pregador Policarpo, substituiu-o encaminhando a palestra. Após belíssimos ensinamentos ele e todos os que o ouviam foram presos e condenados à morte a flechadas e serem devorados pelas feras no Circo Máximo.*

 

*A lei imutável do retorno: ele sofreu como Nestório, o mesmo que sua esposa Lívia e que poderia evitar quando Senador.

 

Extraído do livro:
Nosso Amigo Chico Xavier – 50 Anos de Mediunidade
Autor: Luciano Napoleão da Costa e Silva

 

 

 


 

EMMANUEL / PÚBLIUS LENTULUS

 

No dia 7 de setembro de 1938, Chico psicografou esta mensagem íntima:

 

“Algum dia, se Deus me permitir, falar-vos-ei do orgulhoso patrício Públius Lentulus, a fim de algo aprender nas dolorosas experiências de uma alma indiferente e ingrata. Esperemos o tempo e a proteção de Jesus”.

Semanas após esta mensagem, Chico começa a psicografar um romance intitulado “Há dois mil anos” trazendo como assinatura de seu autor o nome Emmanuel. Era a autobiografia de quando fora Públius Lentulus.

Tão logo iniciara a obra, recebeu nova mensagem:

Iniciamos com o amparo de Jesus, mais um despretensioso trabalho. Permita Deus que possamos levá-lo a bom termo. Agora verificareis a extensão de minhas fraquezas no passado, sentindo-me, porém, confortado em aparecer com toda a sinceridade do meu coração, ante o plenário de vossas consciências. Orai comigo, pedindo a Jesus para que eu possa completar esse esforço, de modo a que o plenário se dilate, além do vosso meio, a fim de que minha confissão seja um roteiro para todos.

Crendo ser do interesse do alguns, aqui faremos algumas poucas considerações sobre Públius Lentulus.

Orgulhoso senador romano era casado com Lívia, com quem teve uma filha de nome Flávia. Sua vida como não poderia deixar de ser, era cercada de luxo e ostentação, totalmente devotada ao Imperador, mais que à plebe. Viveu para César, enquanto que Lívia dedicou sua vida a Deus. Presenciou da arquibancada de honra do Circo Máximo, a mulher que amava e que se convertera ao cristianismo, enfrentar a morte por amor ao Cristo, e nenhuma providência tomou.

Foram grandes oportunidades para que modificasse seu caráter, pois vivera meses em Kafarnaum, junto ao Lago Tiberíades, local onde manteve um diálogo com Jesus. Este lhe aconselhara mudar o caminho errado que seguia, dizendo-lhe que procurasse ser um homem de bem, justo e humilde. Ao terminar o diálogo, dando-lhe uma prova da misericórdia do Pai, disse-lhe:

“Volta para sua casa, que tua filhinha está curada da lepra, não por ti, mas por tua esposa Lívia, que está orando”.

Mesmo presenciando a cura da filha que tanto amava, em nada se modificou. Dele nos restou, apenas, a sincera descrição do perfil de Jesus Cristo.

Desencarnou tragicamente, no ano de 79, em Pompéia, quando da erupção do Vesúvio.

 

 

Extraído do livro:
Nosso Amigo Chico Xavier – 50 Anos de Mediunidade
Autor: Luciano Napoleão da Costa e Silva

 

 

 


 

 

 

 

EMMANUEL

 

EMMANUEL

 

Emmanuel é o nome do mais famoso guia espiritual que conhecemos. É o nobre espírito que tem orientado Chico Xavier nesses tantos anos de luta.

Ao escrevermos este livro, cremos estar fazendo uma biografia dupla, Chico-Emmanuel, já que ambos se completam em simbiose sendo como que dois irmãos xifópagos, um visível e outro não. Suas mentes estão ligadas em perfeita sintonia e comunhão de ideias.

Como ocorreu seu primeiro contato e quando Chico o viu pela primeira vez? No “Explicando” da obra intitulada “Emmanuel”, com data de 16 de setembro de 1937, assim nos relata Chico Xavier:

“Lembro-me de que em 1931, numa de nossas reuniões habituais, vi a meu lado pela primeira vez, o bondoso espírito de Emmanuel. Eu psicografava, naquela época, as produções do primeiro livro mediúnico, Parnaso de Além Túmulo, recebido através de minhas humildes faculdades, e experimentava os sintomas de grave moléstia dos olhos. Via-lhe os traços fisionômicos de homem idoso, sentindo minha alma envolvida na suavidade de sua presença; mas o que mais me impressionava era que a generosa entidade se fazia visível para mim, dentro de reflexos luminosos que tinham a forma de uma cruz. Às minhas perguntas naturais, respondeu o bondoso guia: Descansa! Quando te sentires mais forte, pretendo colaborar igualmente na difusão da filosofia espiritualista. Tenho seguido sempre os teus passos e só hoje me vês, na tua existência de agora, mas os nossos espíritos se encontram unidos p