LINDAS HISTÓRIAS

 

 

“BRASIL, CORAÇÃO DO MUNDO, PÁTRIA DO EVANGELHO”

 

Este o título do sexto livro psicografado por Chico Xavier, de autoria do espírito de Humberto de Campos, editado em 1938, pela FEB.


Não vamos analisar profundamente esta obra, mas podemos assegurar que ela não deixa de ser uma alerta para nós brasileiros, com relação ao que está para acontecer num futuro bem próximo.


Poucos anos depois desse lançamento, o famoso escritor austríaco Stefan Zweig (1881/1942 – suicidou-se em Petrópolis, juntamente com a esposa, ao saber das atrocidades cometidas pelos nazistas contra seus irmãos israelitas), lançou um livro com pré-cognições sobre o nosso país: “Brasil, país do futuro”, que foi mais um grande sucesso em sua vasta bibliografia.


Comparando estas obras nos dois planos, espiritual e material, o vaticínio de Humberto e Stefan está ocorrendo com espantosa precisão. Na parte material, nosso país já está tendo um lugar ao sol. O nosso desenvolvimento caminha a passos largos e em breve estaremos classificados, por direito, entre as maiores potências do mundo, deixando de ser um país semidesenvolvido.


Na parte espiritual, é fácil analisar o que vem ocorrendo nos dois últimos decênios, de forma cada vez mais acentuada, em todas as partes do globo. Tragédias diferentes como nunca houve, terremotos em cidades que nunca sofreram de calamitoso, incêndios estarrecedores com perdas de centenas de vidas, desastres dos mais pavorosos, guerras, terrorismo em todos os países, crimes inenarráveis, calamidades gerais, incluindo, até mesmo, a mudança climática. Em nosso País temos sofrido alguns destes reflexos, embora não tão tenebrosos quanto ocorre em outros.


Quando Humberto de Campos afirma que o Brasil é o “Coração do Mundo” e a “Pátria do Evangelho”, embora em outros termos, vai de encontro ao que disse Stefan Zweig, ao declarar que aqui ele encontrou calor humano, tão diferente dos países que visitou e residiu. Este, foi tão apaixonado pelo Brasil que, sobre o Rio de Janeiro, escreveu: “Uma natureza que se tornou cidade e uma cidade que dá impressão de natureza”.


Nós, ainda, temos muito a dar aos outros, quer acreditem ou não os fatalistas; aqui ainda existem muito amor, compreensão, fraternidade, caridade e calor humano, fatores já escassos em outros países onde a tecnologia e o materialismo estão engolindo o que resta dos sentimentos humanos e cristãos de cada um, onde o válido, o ser “gente” é medido pelo dinheiro que possuem. Não devemos nos esquecer de que o dinheiro pode comprar a comida, mas não o apetite, remédios, mas não a saúde, travesseiros macios, mas não um bom sono, distrações, mas não felicidade, brilho e luxo, mas não aconchego, conhecimentos, mas não amigos, resumindo, a aparência de todas as coisas pode ser comprada com dinheiro, menos amor.


Competirá exclusivamente a nós, pelas nossas ações, evitar sermos envolvidos no rodamoinho universal, que está arrastando todos os povos ao caos geral.


Chico nos diz que, nos países que visitou, há muitos anos, na Europa e USA, não presenciou o mesmo calor humano existente entre nós, acreditando ele que somos possuidores de grandes recursos afetivos, que parecem iluminados por uma inspiração de ordem superior. Inegavelmente seremos o celeiro do futuro, pensa ele.


Henry Ford, famoso magnata norte-americano da indústria automobilística, que deu o seu nome a um dos mais populares veículos existentes, muito antes de sua morte, em entrevista dada a um líder católico, predisse que o Brasil há de liderar o mundo, e quando atingisse 200 milhões de habitantes (o que está previsto para daqui a 20 anos) constituiria o eixo da Política Universal.


Mais recentemente, o saudoso Senador Robert Kennedy, em seu livro “Desafio da América”, afirmou que “o brasileiro é o único povo do mundo, por suas características eminentemente cristãs, capaz de liderar uma política de pacificação universal”.


Enquanto a maioria dos povos se afasta do Criador, aproximemo-nos dele através de nossas atitudes, da prece e do Evangelho no Lar. Somente com esse proceder, poderemos manter afastadas as entidades maléficas, que se aproximam como um gigantesco tufão na faina de a tudo destruir. Assim agindo, atingiremos a meta predita pelos escritores.


“Brasil, país do futuro, pátria do Evangelho, Coração do Mundo”.


Temos absoluta certeza que seremos nós o repositório das esperanças de todos os povos.


No Antigo Testamento, no livro de Jonas, pode-se ler este texto:


“Por onde se vê que o futuro de um povo pode ser modificado por suas ações e propósitos. Este é o vaticínio válido para todos os tempos”.

 

Extraído do livro:

Nosso Amigo Chico Xavier – 50 Anos de Mediunidade

Autor: Luciano Napoleão da Costa e Silva

 

 

 


 

 

“HÁBITOS” DE OLAVO BILAC, CONSERVADOS APÓS SEU DESENCARNE

 

O grande poeta Olavo Brás Martins dos Guimarães Bilac, proclamado príncipe dos poetas brasileiros, nasceu no Rio de Janeiro, em 16 de dezembro de 1865 e faleceu na mesma cidade, em 28 de dezembro de 1918, aos 53 anos de idade.

 

Muito se pode falar deste poeta, de hábitos e atitudes tão estranhos e curiosos. Estudou medicina no Rio, até o 5º ano e abandonou o curso, o mesmo acontecendo com o de Direito, após o 1º ano, em São Paulo, para dedicar-se exclusivamente às letras. Solteiro, boêmio inveterado, esteve na Europa 25 vezes.

 

Teve ótimas colocações junto ao Governo, não se responsabilizando de forma alguma pelos encargos fixos que conseguia. Foi o autor do Hino da Bandeira. Causador do primeiro desastre de automóvel ocorrido no Rio de Janeiro, no início deste século, quando dirigia o carro de José do Patrocínio, levando-o de encontro a um tronco de árvore, na Tijuca, partindo-o ao meio, porém sem consequências mais graves.

 

Abolicionista, e um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras. Autor de um saudoso pensamento sobre o “Bonde” (1903), veículo, hoje, quase de todo extinto em nosso país: “O servidor dos ricos, a providência dos pobres, a vida e a animação da cidade”.

 

Exótico, assim morreu; ao ver a morte se aproximando, exclamou:

 

- “Amanhece... Vou escrever!”

 

E escreveu mesmo, trazendo seus hábitos poéticos através da psicografia de Chico Xavier. Vejamos como os trouxe após seu desencarne.

 

Totalmente poeta, a começar casualmente pelo verso alexandrino de seu nome: Olavo Brás Martins dos Guimarães Bilac. Era brilhante na arte de fazer poesias. Cultor da estética era espontâneo na inspiração, mas esmerado na metrificação, sem deixar de ser simples. Escrevia servindo-se com capricho do próprio idioma, dando-se ao “luxo” de criar modificações inéditas em seus sonetos. Usava rimas pareadas e trocava a colocação das mesmas rimas nos quartetos.

 

Interpelado por amigos, dizia que assim o fazia para delas obter maior variedade e torná-las menos monótonas na sua sucessão.

 

Se assim procedia em vida, lá está a sua “marca registrada” em muitos dos sonetos psicografados por Chico, dando assim mais uma prova insofismável que continua escrevendo, à maneira dele.

 

Para que os leitores possam fazer uma comparação de estilos e hábitos, eis um soneto, psicografado, para simples comparação.

 

AOS DESCRENTES

Vós que seguis a turba desvairada,

As hostes dos descrentes e dos loucos,

Que de olhos cegos e de ouvidos moucos

Estão longe da senda iluminada,

 

Retrocedei dos vossos mundos ocos,

Começai outra vida em nova estrada,

Sem a ideia falaz do grande Nada,

Que entorpece, envenena e mata aos poucos.

 

Ó ateus como eu fui – na sombra imensa

Erguei de novo o eterno altar da crença,

Da fé viva, sem cárcere mesquinho!

 

Banhai-vos na divina claridade

Que promana das luzes da Verdade

Sol eterno na Glória do caminho!

 

Comparemos os estilos para suprimir dúvidas sobre a autenticidade da psicografia de Chico. Assim têm sido as centenas de provas de sua idoneidade moral como médiuns, onde casos como estes passam despercebidos da grande maioria de leitores.

 

Extraído do livro:

Nosso Amigo Chico Xavier – 50 Anos de Mediunidade

Autor: Luciano Napoleão da Costa e Silva

 

 


 

 

O SEU CINEMA PARTICULAR


É um dos poucos homens no mundo que tem o seu cineminha particular, em terceira dimensão, sonoro, e como se não bastasse exclusivo. Embora com toda a tecnologia moderna, mãos humanas jamais poderão imitá-lo. 


Quando por ocasião da feitura do romance “Paulo e Estevão”, em 1941, considerado pelos verdadeiros críticos, como a mais notável biografia do convertido da estrada de Damasco, superior às obras de Renan Maritain, seu guia Emmanuel não se limitou a tomar de sua mão, para escrevê-lo. Achou por bem projetar os episódios em uma tela psíquica, aparecendo à história em terceira dimensão, colorida e sonorizada.


Ao fim de cada episódio, este era escrito. Um caso típico de retrocognição, isto é, visão do passado. Outros romances foram escritos na mesma condição.

 

 

Extraído do livro:

Nosso Amigo Chico Xavier – 50 Anos de Mediunidade

Autor: Luciano Napoleão da Costa e Silva

 

 


 

 

NOSSO LAR

 

Este é o nome dado ao primeiro livro ditado pelo espírito de André Luiz. É o livro psicografado mais vendido em todo o mundo. 
 

A psicografia desta obra em 1943, em plena Segunda Guerra Mundial, trouxe grandes surpresas e alegrias.
 

Foi lhe permitido sair de seu corpo físico, por algumas horas, em companhia de André Luiz, a fim de conhecer uma faixa suburbana da cidade, descrita no livro. Emmanuel havia permitido seu passeio, para que não fosse prejudicada, no futuro, a obra “Nosso Lar”, cujas descrições eram para ele inteiramente novas. Pôde Chico comprovar os dizeres de Allan Kardec, em seu livro “O Céu e o Inferno”, que após a morte o homem se liberta de sua matéria, ficando, porém, de posse de sua individualidade, sem alterar de maneira artificiosa a sua personalidade.
 

Em seu “passeio” viu os agrupamentos sociais e culturais, similares aos nossos, existentes no Além. Viu as consequências benéficas e maléficas, que estamos sujeitos a sofrer quando regressamos desta vida terrena.
 

Recentemente a TV Tupi apresentou a novela intitulada “A Viagem”, de Ivani Ribeiro, com absoluto sucesso, chegando ao índice de 87% de audiência em todo país. Foi baseado nessa obra e supervisionado pelo emérito professor Herculano Pires. (*) Está claro que o umbral não é tão “suave” como ali foi apresentado, assim como o ambiente de Paz para os bons espíritos também não é tranquilo, como nos foi dado ver, e sim um bocado mais. Jamais poderão ser idealizadas, com perfeição, as cenas positivas ou negativas do mundo espiritual, pois ambas fogem à imaginação de qualquer ser humano, por não termos suficiente alcance para compreendê-las.
 

(*) A Viagem, de Ivani Ribeiro, em versão literária – romance de Herculano Pires, foi editada pela Ed. Bels, de P. A.

 

 

Extraído do livro:

Nosso Amigo Chico Xavier – 50 Anos de Mediunidade

Autor: Luciano Napoleão da Costa e Silva

 

 


 

 

 

O VETERINÁRIO PARA CURAR SEUS OLHOS

 

 

Certa noite, após atender centenas de pessoas no Centro Espírita Luiz Gonzaga, Chico Xavier sentiu uma de suas vistas prejudicada; chegava mesmo a sangrar. As dores eram insuportáveis. Não contando naquele momento com a presença de seu guia receitista, o Dr. Bezerra de Menezes, sabendo que muitas pessoas ainda o aguardavam, e não tendo meios de esclarecer àquela massa humana o que se passava, isolou-se por alguns minutos quando lhe apareceu um dos assistentes espirituais daquele médico. Ao vê-lo não pediu, implorou:

- “Irmão Antônio Flores, você que é um dos abnegados e sinceros pupilos do Dr. Bezerra, peça-lhe um remédio para os meus olhos, pois sofro muito”.

Atendendo o seu pedido, o bondoso irmão partiu, prometendo interceder por ele. Passados poucos minutos, regressou acompanhado do famoso médico, que ao olhá-lo, lhe diz:

- “Por que você não me disse que estava passando mal da vista? Eu lhe teria medicado!”.

Emocionado, respondeu:

“Dr. Bezerra, eu não lhe peço como gente, mas como uma besta que precisa curar-se para continuar sua missão espiritual e terrena. Cure pois, por caridade, os meus olhos doentes.” 

- “Se você Chico, é uma besta, eu quem sou?”

- “O senhor Dr. Bezerra, é o Veterinário de Deus...”

 

 

Extraído do livro:

Nosso Amigo Chico Xavier – 50 Anos de Mediunidade

Autor: Luciano Napoleão da Costa e Silva

 

 


 

 

O DESAPONTO DE UM JORNALISTA E UM REPÓRTER, FAMOSOS

 

Jean Manzon, e David Nasser são respectivamente, fotógrafo e o jornalista que mais fama granjeou na imprensa, pelas grandes reportagens que fizeram na saudosa revista semanal “O Cruzeiro”.

 

Há muitos anos, quando ainda não eram conhecidos, decididos a entrevistar Chico Xavier, partiram ambos para Pedro Leopoldo à procura do jovem que estava abalando “a base” do meio literário do País, graças aos livros psicografados. Encontrando-o apresentaram-se como repórteres estrangeiros, dando-lhe nomes supostos. Pintaram e bordaram, fotografaram-no em posições ridículas... Enfim, estavam em ascensão na carreira e não queriam perder esta reportagem que teria, sem dúvida, grande repercussão.

 

Ao terminarem, logo que se despediram, foram presenteados com um livro autografado. Partiram para o Rio de Janeiro levando a forjada reportagem. Lá chegando, não deram muita importância à amabilidade com que foram tratados, muito menos ao modesto presente com que foram contemplados e publicaram a reportagem que enxovalhava a moral e a honra daquele missionário.

 

Como é hábito de todo jornalista e escritor, um livro é semelhante a um cafezinho após as refeições, não importa se é bom ou ruim, se o autor é conhecido ou não, se a matéria é literária ou pornográfica; sempre sobram uns minutinhos para folhearem-no; torna-se curiosidade, inerente a quem escreve. David Nasser, abrindo-o, leu a dedicatória de Chico:

 

“Ao caríssimo irmão David Nasser...”.

 

Assustado, pegou o telefone e ligou para seu companheiro Jean Manzon, perguntando-lhe se já havia folheado o livro com que fora presenteado. Diante da negativa, pediu-lhe que assim fizesse.

 

Após curta espera, Jean Manzon, também surpreso, transmitiu a dedicatória:

 

“Ao caríssimo irmão Jean Manzon...”.

 

Os anos se passaram e David Nasser resolveu visitar novamente Chico Xavier, não já como repórter, mas como observador. Qual não foi a sua surpresa quando Chico, ao recebê-lo, demonstrou a mesma gentileza com que o havia recebido da primeira vez, não comentando e, muito menos criticando a traiçoeira reportagem.

 

Ao que sabemos hoje David Nasser é fazendeiro e passa boa parte do ano em sua fazenda modelo nas proximidades de São João da Boa Vista (SP); é espírita e carrega no coração profunda tristeza de ter feito a “famosa” reportagem.

 

A todos aqueles que o perseguem, jornalistas e escritores, Chico assim responde:

 

“Diz-nos Emmanuel que devemos ter paciência e bondade para com todos, explicando sempre que eles não nos injuriam porque sejam maus, e sim por inexperiência ante os assuntos da Vida Espiritual”.

 

Que esta declaração sirva de exemplo a outros, ávidos de sensacionalismo destrutivo, para que não venham “curtir” mais tarde a pior enfermidade: o remorso.

 

Aproveitando este tópico, tão logo Chico leu aquela reportagem, publicada na revista “Veja” após o 1º Pinga-Fogo, onde foi severamente criticado e impiedosamente desrespeitado, ao ser interpelado em como aceitara a notícia, disse:

 

“Devemos respeitar o nosso irmão repórter, ele tem o direito de ter o seu ponto de vista e que Jesus o abençoe!”.

 

Extraído do livro:

Nosso Amigo Chico Xavier – 50 Anos de Mediunidade

Autor: Luciano Napoleão da Costa e Silva

 

 


 

 

 

A MENSAGEM CENSURADA SOBRE A CARNE

 

 

Eis o exemplo de uma mensagem censurada. Era do espírito Humberto de Campos, e tratava do discutido problema de, poder ou não, comer carne. Esta mensagem foi dirigida aos espíritas quando, em tempos passados, havia sérios debates em reuniões sobre a abolição da carne, nas refeições. O conteúdo da mensagem poderia causar um impacto inesperado nos meios espíritas, pois a maioria destes come carne, e muitos são os que vivem honestamente ganhando sua vida no mister da venda de carne ao público. Poderia causar problemas sociais, provocando até mesmo uma pequena debandada de seguidores da Doutrina. Não estando preparados psiquicamente para enfrentar essa abstinência, o impacto seria violento.

 

Emmanuel, sabedor de nossas fraquezas, sustou a divulgação detalhada da mensagem, deixando ao nosso critério, aos poucos, se conseguindo, a modificação de nossa alimentação secular, acrescentando que a maioria ainda necessita de carne e, para dispensarmos esse tipo de concurso dos animais, precisamos tempo. “Dia chegará a que os homens terrestres poderão dispensar da alimentação, os despojos sangrentos de seus irmãos inferiores” diz ele.

 

Muitas tribos de índios são antropófagas, mas se pensarmos bem, nós também o somos... De nossos irmãos inferiores.

 

De certa vez, quando residíamos no interior e éramos “zero” à esquerda, em assuntos espíritas, os dirigentes de um conhecido Grupo, com várias filiais espalhadas em muitas cidades, sabedores da mediunidade de minha companheira, convidaram-nos insistentemente a participar dele; na primeira reunião foi logo imposta à proibição do fumo, do álcool e da carne. Apavorei-me com isso; admirador de um suculento filet acompanhado de um copo de chopp, seguido pelo café, saí da reunião na maior “fossa” do mundo.

 

Já não era ligado à religião alguma; agora que me afeiçoava a esta, depois de longas férias do “Criador”, “piquei a mula” do Centro e disse aos dirigentes que não aceitava tal coisa. “Não se reforma ninguém em 24 horas!”

 

Para nossa felicidade li esta mensagem de Emmanuel, dizendo que a maioria ainda necessita de carne... O que veio salvar a situação. Ainda faço parte desta maioria...

 

O que me aconteceu, deve servir de esclarecimento para que os dirigentes não impeçam certos hábitos seculares de nós outros, hábitos prosaicos que fazem parte ainda, de nossas fraquezas.

 

 

Extraído do livro:

Nosso Amigo Chico Xavier – 50 Anos de Mediunidade

Autor: Luciano Napoleão da Costa e Silva

 

 

 


 

 

 

A CENSURA DAS MENSAGENS

 

Os leigos da Doutrina Espírita e muitos de seus seguidores supõem que tudo o que ele escreve ou ouve dos espíritos é dado à publicação. Se isto ocorresse, seria “um Deus nos acuda”. Suas pré-cognições são infalíveis e já presenciamos algumas, de foro pessoal, que foram precisas e exatas.

Assim como no plano terreno existe a censura, incluída até em nossa constituição (artigo 153, parágrafo 8.º), o mesmo ocorre no plano espiritual. Não sabemos o artigo e muito menos o parágrafo, mas deve haver algum semelhante ao nosso, no que diz respeito a “não serão, porém toleradas a propaganda de guerra, da subversão, da ordem ou de preconceitos de religião, de raça ou de classe, e as publicações de exteriorizações contrárias à moral e aos bons costumes”. Emmanuel é também o seu censor, orientando-nos, que somos os responsáveis pelas imagens que criamos na mente de nossos irmãos. Através de Chico, censura todas as mensagens recebidas de outros irmãos do plano espiritual, e assim o faz com uma finalidade sadia, porque tudo o que vem do plano espiritual deve ter o sentido construtivo de ajudar nosso semelhante, não destruí-lo.

 

Chico como vê e fala permanentemente com os espíritos, é assediado por poetas, escritores e outros, sejam ou não famosos, que desejam escrever através dele, sobre temas os mais diversos, mas em muitos casos, nada proveitosos para nós; ao contrário, ferinos e perniciosos.

 

Daremos exemplo de uma mensagem censurada, somente publicando o que for permitido.

 

*Esta mensagem será mostrada na próxima publicação do site.

 

 

Extraído do livro:

Nosso Amigo Chico Xavier – 50 Anos de Mediunidade

Autor: Luciano Napoleão da Costa e Silva

 

 


 

 

 

 

O FRACASSADO PESCADOR


 

Com a vida totalmente dedicada à divulgação doutrinária e à caridade, alguns amigos, pensando em distraí-lo, resolveram convidá-lo para uma pescaria. O convite, a princípio foi educadamente rejeitado, mas devido à insistência, não podendo mais sustentar a recusa por não querer magoá-los, acabou por aceitá-lo.


Em uma bela manhã, lá foi Chico demonstrar suas ocultas qualidades de grande pescador. Acocorado no barranco do rio, ao lado dos amigos que já faziam grande sucesso pelo número de peixes fisgados, depois de muitas horas sem ter pegado um lambari sequer, o fato começou a despertar curiosidade, pois os peixes passavam rente à sua vara e nenhum mordia a isca; era um fenômeno estranho!


Os amigos, não suportando mais aquela esquisita situação, resolveram interpelá-lo. Ele, por sua vez, satisfazendo a curiosidade geral, disse-lhes que aceitara o convite e por isso ali estava, mas não tinha colocado isca no anzol porque não pretendia incomodar os peixinhos... 

 

 

Extraído do livro:

Nosso Amigo Chico Xavier – 50 Anos de Mediunidade

Autor: Luciano Napoleão da Costa e Silva

 

 

 

 


 

 

O PIANISTA

 

Chico era admirador de músicas, não somente clássicas como Chopin, Bethovem e outros, mas também das populares como do Poeta da Vila, Noel Rosa.


Sempre teve grande vontade de aprender a tocar algum instrumento, dando preferência ao piano, com o qual “se afinava mais”.


Não se sabe de onde partiu o boato de que ele terminaria seus dias, cego, recebendo então, mediunicamente, músicas de famosos compositores. Ao saberem disto, dois jovens dirigentes de uma firma do Paraná, entusiasmados, e quem sabe já pensando que ele estava no fim da vida, enviaram-lhe de presente um bonito piano. Ao recebê-lo, Chico transbordava de alegria; mais parecia uma criança recebendo presente de Papai Noel.


Imediatamente, providenciou uma professora para as primeiras aulas, mas... Sua alegria durou pouco. Emmanuel surge, e com diálogo amoroso perguntou-lhe se teria tempo de aprender piano, quando havia tanta gente que o aguardava, necessitando de sua ajuda espiritual. Além do mais, havia a programação para a feitura de vasta obra a ser psicografada o que, concluiu, era bem mais importante.

Raciocinando, só lhe restou fechar o belo piano. E assim perdeu o Brasil um futuro pianista daqui ou do Além...
 

 

Extraído do livro:

Nosso Amigo Chico Xavier – 50 Anos de Mediunidade

Autor: Luciano Napoleão da Costa e Silva

 

 


 

 

 

SUA PRISÃO COMO ASSALTANTE

 

Na cidade de Curvelo (MG) realizava-se uma Exposição Estadual sobre todas as riquezas minerais, vegetais e animais do Estado. Representando a cidade de Pedro Leopoldo, para lá seguiu o Dr. Rômulo Joviano, da Fazenda Modelo, fazendo-se acompanhar de Chico Xavier. Este, ao chegar, pretendendo fazer uma prece em local silencioso, longe do burburinho da cidade, ao avistar ao longe o Cruzeiro da Igreja de São Geraldo, para lá se dirigiu a pé.


Local tranquilo e belo, na fralda de um morro, sentou-se em um banco, observou a cidade e começou a orar. Finda a prece, pensou em regressar ao centro, quando eis que surge à sua frente dois soldados do batalhão local e, sem dizerem uma só palavra, deram-lhe voz de prisão. De nada adiantou explicar que se encontrava orando. Os soldados se entreolharam e disseram: é ele mesmo!


Nada compreendendo, interpelou-os sobre o suposto crime cometido. Rispidamente, ambos disseram ser ele o homem procurado pelo assalto cometido na residência do Sr. Ibrain... E sem mais nem outra, levaram-no para a delegacia; quis reagir educadamente, quando Emmanuel lhe apareceu, dizendo:


-“Aceite tudo por amor a Jesus. E, enquanto o prendem, receberão auxilio espiritual para apurarem a verdade e evitarem maior mal... Testemunhe sua crença”.


Chegou bem a tempo esta orientação, pois Chico já estava para dar uma de mineiro: dá um boi para não brigar, mas, quando dentro da briga, dá uma boiada para não sair dela!


Chegando à delegacia, lá encontrou seu amigo e chefe Dr. Rômulo Joviano que, percebendo a sua ausência, estava dando queixa de seu desaparecimento... Esclarecidos os fatos, após as desculpas de praxe, o “maior mal” foi evitado. Na verdade não ocorrera nenhum assalto. Não fosse, porém o mal entendido quem sabe alguém pagaria pelo não ocorrido, caso Chico não tivesse servido de “bode expiatório” do pseudo assalto.

 

 

Extraído do livro:

Nosso Amigo Chico Xavier – 50 Anos de Mediunidade

Autor: Luciano Napoleão da Costa e Silva

 


 

 

O FLAGRANTE QUE NÃO HOUVE

 


Quando do processo que lhe movia a família de Humberto de Campos estava no auge dos debates, ele sofreu todas as tentativas e pressões imagináveis, de inimigos da doutrina, que passaram a vigiar o seu comportamento, a fim de apanhá-lo em flagrante na menor infração possível, quer no que dizia respeito à sua mediunidade, quer em sua vida particular. Suas palavras eram analisadas cautelosamente. A Doutrina, sua mediunidade e sua pretensa prisão, estavam em jogo. O clero também o pressionava. Nunca se viu tanto “agente da CIA” em Pedro Leopoldo, que foi transformada num “Mini-Watergate”.

 

Uma tarde, estando em sua humilde residência, bateu-lhe a porta um senhor idoso, pedindo uma receita para um parente que estava muito mal. Este senhor lhe implorava a caridade de atendê-lo. Era uma pessoa desconhecida na cidade. Atendendo-o, anotou seu nome, idade e a residência do enfermo, dizendo ao idoso senhor para aguardar uns minutos, que ia ver o que poderia fazer. Indo para o seu quarto e concentrando-se, eis que surge Emmanuel e lhe diz:

 

-“Cuidado Chico com os pedidos de receitas e as aparências dos que lhe batem à porta. Escreva: este doente não precisa mais de remédios, mas de preces, pois já é um desencarnado...”


Um tanto confuso, procura o portador e entrega-lhe a receita. O idoso senhor, tão logo a recebeu, avidamente abriu e leu. Para maior espanto de Chico, saiu correndo, apavorado, ao encontro de outros amigos que o aguardavam, ansiosos, na esquina mais próxima. Estes, ao lerem a mensagem, fizeram o mesmo.


 

Eram pessoas que haviam preparado uma armadilha para incriminá-lo de exercer ilegalmente a medicina. Pretendia anexar a receita no rumoroso processo de Humberto de Campos.


 

Nem sempre os incrédulos são beneficiados com tamanha prova. É, às vezes, uma forma de beneficiar, deixá-los em dúvida. No entanto, estes receberam seu quinhão de oportunidade para crer e, temos certeza absoluta que não esquecerão o fato. Afinal, “foram buscar lã e saíram tosquiados...”

 

 

Extraído do livro:

Nosso Amigo Chico Xavier – 50 Anos de Mediunidade

Autor: Luciano Napoleão da Costa e Silva

 

 

 


 

 

O PASTICHEIRO

 


Várias vezes Chico foi acusado de fazer “pastiche”, ou seja, “obra literária ou artística imitada servilmente de outra”.


Nos livros e mensagens recebidas da espiritualidade, ditados por centenas de poetas e escritores famosos, o estilo tem apresentado tal exatidão com os autores, quando vivos, que as dúvidas aos poucos foram se dissipando. Os maiores críticos literários da atualidade acharam por bem, depois de várias tentativas esclarecedoras, não discutirem mais o fenômeno. Ele existe, já está comprovado, e a causa, segundo críticos e cientistas, ainda continua no terreno das hipóteses. 


Fazer pastiche, imitar o estilo dos poetas e prosadores, ou como diria Paul Reboux “Ã La manière de...”, exige cultura e um estudo apuradíssimo do autor que se deseja pastichar, o que jamais poderia ocorrer com Chico, homem de curso apenas primário.


Diz o acadêmico Raymundo de Magalhães Junior que seriam necessários 60 dias e noites de leitura, somente sobre Euclides da Cunha, para escrever em seu estilo; o mesmo acontecendo com Machado de Assis, Castro Alves, etc..., como também se faria necessária inteligência, um bom fundo de cultura, lógica na escolha dos assuntos, etc.


Baseado no que diz essa autoridade, fizemos o seguinte cálculo, a título de curiosidade: tomando como exemplo o livro “Parnaso de Além-Túmulo” com poesias de 56 poetas diferentes, psicografadas quando Chico Xavier tinha apenas 21 anos de idade, seriam necessários 9 anos de estudos incessantes, noite e dia, sobre esses 56 poetas; portanto, a feitura da obra deveria ter sido iniciada quando tinha 12 anos. Qual criança poderia reter um estudo tão especializado?
Analogamente, para pastichar o estilo de 600 autores já psicografados, precisaria de quase 100 anos de leitura corrida! Pela lógica, somente a existência de espíritos é capaz de explicar estas comunicações, em nada adiantando as explicações, teóricas, de captações inconscientes.

 

Extraído do livro:

Nosso Amigo Chico Xavier – 50 Anos de Mediunidade

Autor: Luciano Napoleão da Costa e Silva

 

 

 


 

ANDRÉ LUIZ SEU IRMÃO, ANDRÉ LUIZ O ESPÍRITO


André Luiz é o único irmão vivo de Chico Xavier. Privamo-nos de sua amizade, e ainda lembramos a desconfiança que demonstrou como bom mineiro que é nos primeiros contatos. Aos poucos, sabedor de nossos propósitos, notamos quão bom papo, delicado e prestativo, é. Muito simples, humilde e tímido, soubemos pelo diretor da firma em que trabalha, (uma livraria Espírita no Centro de São Paulo) ser exemplar e honesto funcionário.
Médium receitista como o irmão, com quem trabalhou na parte mediúnica durante muitos anos, hoje divide suas tarefas com Da. Edith, sua esposa, na educação do casal de filhos e direção do lar. Durante o dia e parte da noite trabalha na livraria, mas, continua psicografando receitas aos muitos necessitados que lhe pedem ajuda.
Intrigados com a coincidência de seu nome com o do mentor espiritual André Luiz, começamos a pesquisar findando por descobrir o porquê dos homônimos, fato que a maioria dos espíritas desconhece. Eis o que houve:
Chico e ele ocupavam o mesmo quarto na casa em que viviam. Uma noite, quando já deitados, um espírito materializou-se bem à frente de Chico, espírito de grande luminosidade. Travaram pequeno diálogo e ao terminar, perguntou o nome do amigo espiritual. Não obtendo resposta, insistindo com docilidade, ouviu:
- “Por que interessa saber o meu nome?”
Perguntando novamente, seu pedido foi atendido.
- “Bem, já que você insiste em saber meu nome, vamos dá-lo; o mesmo de seu irmão que se encontra deitado a seu lado.”

 

Em vista da resposta, Chico nada mais perguntou, ficando emudecido, e assim se manteve até que novamente o espírito, que pretendia ser chamado de André Luiz, disse-lhe mais essas palavras:
- “Prepare-se para o lançamento de novos livros”. E despediu-se.
Este fato ocorreu em 1939. Quatro anos depois, através da psicografia de Chico Xavier, surge o primeiro livro ditado pelo espírito André Luiz, “Nosso Lar”. Por curiosidade, até o presente momento é o livro psicografado de maior vendagem em todo mundo, já editado em espanhol, esperanto e japonês, e com perspectivas de ser editado também em inglês.

 

Extraído do livro:

Nosso Amigo Chico Xavier – 50 Anos de Mediunidade

Autor: Luciano Napoleão da Costa e Silva

 

 


 

 

 

O CACHORRO OBSESSOR

 

Ao voltar, certa vez, do centro para sua casa nos fundos da casa de Luiza, levou um tremendo susto:

Um cachorrão, ao que parece um Doberman preto, pulou-lhe no peito e, com as patas em cima dele, assim permaneceu.

Assustado, pensou que a morte acabara de chegar. Gelado e sem cor, imóvel e sem ter a quem recorrer, já que eram 3 horas da madrugada, só teve um pensamento: dialogar com o cachorrão.

“Irmão, se você estiver com fome, tenho carne na geladeira de minha irmã. Vamos para casa, não me machuque porque eu tenho, ainda, uma missão a cumprir.”

Como que ouvindo os seus apelos, o cachorrão tirou-lhe as patas do peito, e seguiu-o, arrastando uma corrente grossa que pendia da coleira.

Chegando à casa da irmã, foi direto à geladeira, mas, ao ouvir aquele barulho na copa, aquele arrastar de corrente, Luiza de seu quarto perguntou alto:

- Chico, é você? Que barulho é este de corrente arrastando por ai?

Ele tranquilamente respondeu:

- Luiza, não se preocupe. É um obsessor que me acompanhou e está acorrentado. Fique calma, estou a doutriná-lo.

Após dar 2 quilos de carne, disse ao cão:

- Agora vá embora irmão, preciso dormir. Deixe-me em paz! Obediente, o cachorro saiu porta a fora, e ele num desabafo exclamou:

- Vá com Deus querido irmão, você me deu tantos anos de vida...!

No cardápio do almoço do dia seguinte, foi abolida aquela bela e suculenta posta de carne, que servira para “doutrinar” o temível obsessor.

 

 

Extraído do livro:

Nosso Amigo Chico Xavier – 50 Anos de Mediunidade

Autor: Luciano Napoleão da Costa e Silva

 

 

 


 

A FEDERAÇÃO NEGA-SE PUBLICAR SEUS LIVROS

 

 

É sabido, e consta em vários artigos publicados em jornais e livros escritos por espíritas ou não, que a Federação Espírita Brasileira, após o “Parnaso de Além-Túmulo”, negou-se a editar os livros de Chico.


A verdade que encontramos foi a seguinte: editado o “Parnaso” em 1932, somente em 1937 a FEB volta a editar outro de seus livros, “Crônicas de Além-Túmulo”,pelo espírito de Humberto de Campos. O primeiro causou grandes celeumas nos meios literários. O segundo provocou sérios problemas pelo processo movido contra a obra e Chico, pela família de Humberto de Campos, fato que teve grande repercussão.


 

A FEB, Casa Mater do Espiritismo no Brasil, sempre foi regida e cuidadosa no que concerne a Doutrina, e seus diretores da época, tiveram dificuldades em se orientar na divulgação das primeiras obras psicografadas pelo médium. Posteriormente retificaram esta atitude e são, até hoje, os detentores dos direitos autorais de 84 obras, com centenas de edições, que já ultrapassam dois milhões de exemplares, aumentando anualmente a edição de cada obra. Dentre estas obras estão os livros espíritas psicografados mais vendidos em todo o mundo: “Nosso Lar”, “Agenda Cristã”, “Há dois mil anos”, “Paulo e Estevão” e outros.

 

 

Extraído do livro:

Nosso Amigo Chico Xavier – 50 Anos de Mediunidade

Autor: Luciano Napoleão da Costa e Silva

 

 


 

 

 

DOIS ESPÍRITOS TENTAM ASSASSINÁ-LO

 

Estava ele certa vez com um colega de trabalho, exercendo sua função de escriturário em sala de uma das fazendas do Ministério da Agricultura, em Pedro Leopoldo, quando inexplicavelmente, em segundos, tornou-se pálido tendo um princípio de desfalecimento, após contrair-se rapidamente como que sentindo forte dor no ombro. Seu colega, ao vê-lo naquele estado, imediatamente saiu correndo a procura da ajuda de outros colegas e de um médico para socorrê-lo, mas, todo auxílio foi em vão; como acontecera se recuperara sozinho. Passado o susto, relatou aos amigos que dois espíritos, há vários dias, estavam-no admoestando e ameaçando sua integridade física. Naquele dia apareceram de supetão e um deles ao vê-lo, sem dizer uma só palavra, puxou um revólver; disse-lhe então uns poucos e bons desaforos e puxou o gatilho. Ao ouvir o estampido, ele, como todo ser humano, pelo instinto de conservação pulou rapidinho para o lado, mas não o suficiente para impedir que a “bala” o acertasse de raspão no ombro... Apesar de seus colegas afluírem ao local, nada viram; ele, no entanto, ficou oito dias com o ombro dolorido.

 

Não perdendo o seu humor, lembra o fato com largos sorrisos e comenta que ao invés de chamarem um médico, na confusão reinante, acabaram chamando o... Veterinário.

 

 

Extraído do livro:

Nosso Amigo Chico Xavier – 50 Anos de Mediunidade

Autor: Luciano Napoleão da Costa e Silva

 

 


 

 

CHICO XAVIER E ISABEL DE ARAGÃO, A RAINHA SANTA DE PORTUGAL

 

Quando Chico Xavier tinha 17 anos de idade, ele estava em seu quarto, à noite, orando, de joelhos ao pé da cama. Viu seu quarto iluminar-se e uma senhora, de admirável presença, dirigiu-se a ele falando em castelhano. Mesmo ignorando esse idioma, entendeu perfeitamente o que ela dizia:

- Francisco, em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo, venho solicitar o seu auxílio em favor dos pobres, nossos irmãos.

Emocionado e em lágrimas, Chico lhe perguntou:

- Senhora, quem sois?

Ela lhe respondeu:

- Você não se lembra agora de mim; no entanto, sou Isabel, Isabel de Aragão.

Chico não conhecia nenhuma senhora com esse nome e estranhou o que ela lhe dizia; no entanto, uma força o continha, calando qualquer comentário. Perguntou então:

- Senhora, sou pobre e nada tenho para dar. Que auxílio poderei prestar aos mais pobres do que eu mesmo?

Ela esclareceu com doçura:

- Você nos auxiliará a repartir pães com os necessitados.

E Chico argumentou com pesar:

- Senhora, quase sempre, não tenho pão para mim. Como poderei repartir pães com os outros?

A senhora sorriu e esclareceu:

- Chegará o tempo em que você disporá de recursos. Você vai escrever para as nossas gentes peninsulares e, trabalhando por Jesus, não poderá receber vantagem material alguma pelas páginas que produzir, mas vamos providenciar para que os Mensageiros do Bem lhe tragam recursos para iniciar a tarefa. Confiemos na bondade do Senhor.

Chico passou as duas semanas seguintes sem entender o significado de “gentes peninsulares” e sem saber quem teria sido Isabel de Aragão. Uma noite, após suas preces, surge-lhe um Espírito que se identificou como Fernão Mendes, dizendo que havia sido no século XIV, confessor de Isabel, a Rainha Santa de Portugal (1270-1336). Explicou-lhe o significado de “gentes peninsulares”, como sendo os habitantes da península europeia; também lhe disse que, por recomendação dela, não lhe faltariam recursos para a distribuição de pães aos necessitados.

No primeiro sábado após essa ocorrência, Chico e sua irmã Luíza foram até uma ponte onde se refugiavam alguns indigentes. Levavam para eles um cesto com apenas oito pães que repartiram entre todos. Foi assim que ele iniciou essa tarefa em Pedro Leopoldo-MG, que durou de 1927 a1958. Em janeiro de 1959 Chico mudou-se para Uberaba. Sua casa ficava vizinha de três núcleos de favelas. A distribuição de pães foi novamente retomada, atendendo àquelas comunidades carentes, todos os sábados, chegando a distribuir em torno de 1.500 pães por semana.

 

Extraído do Livro: 
Chico Xavier e Isabel, a Rainha Santa de Portugal – autor: Eduardo C. Monteiro
Médium: Valter Turini
Espírito: Monsenhor Eusébio Sintra

 

 


 

 

O DATILÓGRAFO DO OUTRO MUNDO

 

Pretendendo conseguir um emprego melhor, Chico candidatou-se a uma das vagas de datilografo no DASP, a fim de passar a funcionário público de melhor salário, antes de seu ingresso no quadro definitivo de funcionários do Ministério da Agricultura.


Convocado, fez as primeiras provas escritas, resultando em fracasso geral. Tendo os examinadores, permitido, tentou o exame escrito concernente a questões sobre geografia, história, matemática, etc. Novo fracasso.


Ao se retirar cabisbaixo, alguns dos presentes cochicharam, ao ouvido dos examinadores, ser ele o famoso médium, autor de obras de grande erudição, versando sobre ciências, história, filosofia, onde demonstrava um perfeito domínio de nosso vernáculo. Chamado e interpelado sobre o fracasso de suas provas, ele humildemente respondeu que tudo o que já fizera era obra dos espíritos. Dava assim mais uma demonstração de sua sinceridade e honestidade e mais uma prova concreta da existência das comunicações do além.


Com suas palavras deixou boquiabertos todos que estavam presenciando o diálogo. Reprovado, retorna triste à sua cidade.


Na mesma noite teve um sonho curioso: viu-se diante de uma grande casa em cuja fachada havia uma placa indicando o nome do local: DASP! Surpreso, olhando para Emmanuel que estava ao seu lado, perguntou-lhe o significado daquela sigla, já que coincidia com aquela do local onde fizera o exame.


Emmanuel respondeu-lhe que, na terra, ele havia feito um concurso no DASP – Departamento Administrativo dos Serviços Públicos – e, a diferença deste outro DASP, apesar das siglas serem iguais, é que este significava – Departamento Administrativo dos Serviços do PAI – e, acrescentou:


- Naquele você não conseguiu ser datilógrafo. Neste você o é.

Acordou sorrindo.

 

Extraído do livro:
Nosso Amigo Chico Xavier – 50 Anos de Mediunidade
Autor: Luciano Napoleão da Costa e Silva